quinta-feira, 29 de outubro de 2009

10ª OFICINA - Um dia de muita leitura


Pessoal, essa oficina foi totalmente diferente das demais, pois foi um dia de leitura da primeira à última página da TP2 e reflexão sobre os assuntos de cada unidade. A parte prática será desenvolvida na próxima oficina.

Lembrando: nossos encontros são de 8 horas.


Na foto acima, formadora Liliane e professores Cleudenei, Ulgo e Mônica.


Formadora Liliane e professoras Simone, Eliane e Cleudenei.


Professoras Sandra, Silvana e Sílvia:
Descontração na hora do almoço.


Após o almoço, continuidade do trabalho.
Muito estudo!


terça-feira, 20 de outubro de 2009

9ª Oficina - 20/10/2009


Mais um encontro...
Como é bom compartilhar desses momentos de aprendizagem que o Gestar vem proporcionando a todos nós, professores de Língua Portuguesa.
No encontro de hoje concluímos o estudo da TP1 com a realização de muitas produções escritas.
Confira algumas dessas produções:



ALUSÃO A TIMES DE FUTEBOL

ALUSÃO: ALUSÃO A TIMES DE FUTEBOL

FUT - ROMANCE

RIO BRANCO homem sério, de boa aparência, viajante, muito namorador. Passando por SÃO PAULO conheceu VITÓRIA, moça faceira, natural do ESPÍRITO SANTO, se sem um CRUZEIRO no bolso com conhecimento INTERNACIONAL e musa do SALGUEIRO, apaixonou-se loucamente.

PAYSANDU, índio, galante, que havia fixado residência no IPYRANGA, arrebatou o coração de VITÓRIA. Ele, porém, teve que mudar para GOIÁS. Com a distância CRICIÚMA imensa saudade da amada.

Anos se passaram...

RIO BRANCO JAGUARÉ aproximou-se de GRAPIÚNA, morena, alta, que morava no bairro AMÉRICA em SÃO MATHEUS, sua JUVENTUDE o encantou, esquecendo assim VITÓRIA.

VITÓRIA anos depois passeava pela praia de SANTOS, mal sabia ela que a vida lhe reservava uma PONTE PRETA para o NORDESTE, mas PAYSANDU apareceu e livrou-a.

Esse encontro lhe rendeu uma ASSOSSIAÇÃO DESPORTIVA CABOFRIENSE, pensaram que estava tudo ok. Porém a VOLTA REDONDA do quadril de VITÓRIA despertou muito interesse em CAMAÇARI que embriagado de paixão desfere treze golpes fatais em Paysandu, seu corpo foi enterrado no Rubro Negro (FLAMENGO). CAMAÇARI conquistou VITÓRIA.

O casamento foi celebrado pelo DESTEMIDO TUBARÃO nas margens da MADUREIRA. Sua lua de mel foi na maravilhosa na FORTALEZA da GAVIÕES DA FIEL.

Equipe: Elizabete, Neide, Vera.


PARÁFRASE: Parafraseando ( lições) Parafraseando (receita)





Parafraseando ( lições)






Na foto: professoras Zita e Lucimara, apresentando a paráfrase.

Receita para ler bem

Ingredientes:

4 toneladas de desejos de leitura;

2 toneladas de livros interessantes;

3 pitadas de boa vontade misturadas com

1 tonelada de intertextualidade.

Modo de fazer:

Escolha um local tranquilo e arejado, com muita luminosidade, coloque uma roupa confortável, de preferência aquele pijaminha velho e surrado, solte os cabelos, não se prenda a nada e mergulhe de corpo e alma nas páginas do livro. Permita-se viajar e interagir com a história, mas lembre-se: escolha sempre um tema relevante para você. Porém quando for obrigada a ler algo que não lhe atraia, faça-o com a mesma dedicação e obterá um excelente resultado.


Equipe: Adriana, Suely, Marlise, Zita, Lucimara e Rosete


PARÓDIA: Parodiando A raposa e as uvas

PARÓDIA: A RAPOSA E AS UVAS

Um político morto de fome de poder viu em 2010 a possibilidade de ser Presidente da República então ele usou de todos os seus recursos e artifícios durante a campanha eleitoral: comprou votos da população carente em troca de cestas básicas, carteiras de motorista, vale combustível e dentaduras...

Também foi financiado pelos mega-empresários da cidade e do campo. Mentiu descaradamente nos programas eleitorais, difamou os adversários cruelmente. Apresentava-se como o salvador da Pátria e caçador de marajás. Jurou que jamais colocaria um real na cueca, nem receberia mensalão e não empregaria parentes em qualquer esfera do poder.

Por fim chegou o dia da eleição e depois de encerrada a contagem dos votos o político viu ir por água abaixo seu sonho de ser presidente e consolando a si mesmo disse com desdém:

____Nem queria mesmo ser presidente num paisinho de terceiro mundo. Imaginem só eu teria até que trabalhar!

Equipe: Silvana, Edilnea, Luciane, Rita e Clarice.




quarta-feira, 16 de setembro de 2009

8ª oficina - Apresentações TP1

Terça-feira, dia 15 de setembro, os professores de Língua Portuguesa reuniram-se na 8ª oficina do GESTAR II.
O encontro resultou em belas apresentações das Unidades que compõem a TP1, assim como realização de 3 avançando na prática que enriqueceram nosso trabalho como formadoras.

Veja alguns resultados dessa oficina:


  1. Parte da apresentação realizada pela equipe de professores da EEB Machado de Assis referente à seção 3 da Unidade 3 - Os pactos de leitura.







  • Texto não verbal (imagem) produzido a partir dos contos de fadas, tendo como objetivo de leitura temas atuais.



  • Grupos apresentando as seções (Unidades) da TP1:



terça-feira, 1 de setembro de 2009

Voltando a GESTAR em Língua Portuguesa...

No dia 25 de setembro voltamos a nos encontrar com as professoras de Língua Portuguesa para mais uma troca de ideias, experiências e aprendizagem.
Iniciamos com o estudo da TP1. Nós, formadoras, fizemos uma introdução sobre o tema do TP e em seguida distribuímos cada seção das 4 unidades em grupos para estudo e produção de uma prática a respeito do conteúdo em questão. A apresentação das equipes será no próximo encontro.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mais uma produção coletiva...

No quarto dia da etapa presencial, foi elaborado em equipe um texto argumentativo sobre língua e cultura.


Ao pensarmos em língua e cultura, vem à mente Fernando Pessoa, quando diz: “Minha Pátria é a Língua Portuguesa.” Pessoa foi muito feliz nessa colocação, pois se desejamos conviver com ética, respeito e justiça é com a língua Matter que apregoamos nossos ideais. Se o que nos move são os sonhos, sonhamos em Língua Portuguesa. Nossa última Flor do Lácio representa o cheiro, a cor, a beleza do amor, desde Camões “Amor é fogo que arde sem se ver,/ é ferida que dói e não se sente.../ é querer estar preso por vontade, / é servir a quem vence, o vencedor”, em versos à prosa de Saramago. Essa mesma língua tem caráter excludente quando utilizada para manipular, segregar e gerar o preconceito. Por vezes, a prática social da língua vê-se corrompida por estrangeirismos, usos obscenos, grotescos, mas como língua mãe, perdoa e aceita. Ao discorrermos sobre língua, cultura e práticas sociais, devemos dar verbo ao princípio. Princípio da vida. Princípio da criação. O princípio está na gênese: “E o verbo se fez carne...”A gênese está na vida. Está no nome de batismo.

Equipe: Alício, Élia, Guilherme, Liliane, Lourdes, Márcia, Nelci,

terça-feira, 21 de julho de 2009

Gestar II - 2 etapa - 20 a 24 de julho





Os formadores do Gestar II Língua Portuguesa estão reunidos em Balneário Camboriú, nesta semana, de 20 a 24 de julho para a socialização das experiências em cada regional e/ou municípios.

Abaixo, uma das atividades realizadas no segundo dia do encontro:


CIRCUITO FECHADO





2009 é o ano. O ano do programa. Lançamento e adesão. Formadores, crédito e compromisso. Cursistas desconfiança. Tudo era uma questão de tempo. Preparo e persistência. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Perspectivas, envolvimento. Velhas teorias. Práticas tradicionais. Conteúdos gramaticais. Paciência e carinho. Nova ação. Novo olhar. Espaço de aprendizagem. Produções e movimento. Alunos engajados. Professores atarefados. Aprendizagem efetivada. Socialização de resultados. Formadores capacitados. Professores animados. Alunos motivados. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Julho é o mês. 2009 é o ano. Gestar é o programa.




Equipe: Alicio-Élia-Guilherme-Liliane-Nelci-Neli

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Memorial

Minha vida... de leituras


A leitura possibilita ao homem conhecer diferentes mundos. É assim que viajo pelos mais variados lugares, descobrindo personagens distintos no modo de ser, pensar e agir.

Nasci no dia em que morreu um dos cantores mais conhecidos no mundo, John Lennon. Minha mãe esperou ansiosa sua primeira filha, cujo nome havia sido retirado de um jornal, o que para mim explica meu gosto pela leitura e escrita que há alguns anos se resumia no sonho de ser jornalista.

Cresci numa localidade do interior do município de Caçador. Lembro que livros, revistas e jornais eram raridades em minha casa, pois a situação financeira não permitia suas aquisições. Nessa época, eu viajava com as histórias que minha avó, analfabeta, contava nas noites chuvosas e frias.

Aos três anos de idade, iniciei na pré-escola. Lembro até hoje da minha primeira professora, Rosane Fonseca, que sempre sorridente, com sua voz suave me apresentou as histórias Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, Os Três Porquinhos, Rapunzel, Cinderela, A Bela Adormecida e Branca de Neve e Os Sete Anões; esta última era a minha preferida. Eu não conhecia as letras ainda, mas recontava as histórias em casa para meus alunos imaginários, inúmeras vezes. Como eu adorava ver a capa dos livros terem suas imagens transformadas toda vez que a professora Rosane mudava sua posição! Ah!!! Bons tempos aqueles...

Ainda na pré-escola, conhecidas as letras, dei início as primeiras leituras. Recordo-me que aos seis anos viajei a Curitiba com meus avós para visitar meu tio e na rodoviária troquei o refrigerante e o pastel por um gibi da Turma da Mônica. Li tantas vezes aquele gibi! Era uma jóia preciosa em minhas mãos ainda pequenas.

Os primeiros anos de escola foram marcados pela cartilha com seus textos “sem graça”; emaranhados de aliteração e assonância. A escola não possuía biblioteca; os livros eram apenas didáticos. Cursei nessa escola, da rede municipal, apenas a primeira e a segunda séries primárias. Que bom! Na nova escola, uma biblioteca pequena, mas pulsando. Digo pulsando, porque a biblioteca é o coração de uma escola. Voltei a conhecer outras personagens que para mim se confundiam com pessoas reais e novos mundos que se entrelaçavam formando um novelo de conhecimentos. Araí, pele de tigre, as histórias de Raibow Brite, da Bruxa Onilda, Cachinhos Dourados, foram algumas das leituras que marcaram os primeiros anos do ensino fundamental.

Já na quinta série, lembro da professora de português apresentando para a turma o livro da Série Vaga-lume, Aventuras no Império do Sol. Ela acabou lendo alguns capítulos na sala de aula para despertar em seus alunos o interesse de continuar a leitura. Eu fui a primeira a lê-lo, depois da professora, é claro. Sentia-me uma das jogadoras do time de voleibol. Vivi todos os momentos da história e no final acabei integrando a equipe de voleibol da escola. A partir daí, outros livros desta série fizeram parte das minhas leituras até a conclusão da oitava série, Garra de campeão, O rapto do garoto de ouro, Um cadáver ouve rádio, O menino de asas, O mistério do cinco estrelas, A árvore que dava dinheiro...

Nessa fase escolar ainda descobri a doce leitura através do livro Helena, o qual foi o primeiro que apresentei como trabalho. Gostei tanto que ilustrei a apresentação.

Fui muito dedicada com relação ao estudo, primeiramente porque gostava de conhecer o novo, ler, escrever, construir, e segundo porque sempre acreditei que através dele temos a chance de melhorias. Baseada nisso, parti para o ensino médio, com muitas dificuldades, a maior delas foi sair daquela localidade, no interior para estudar na cidade, em meio a tantas pessoas novas que riam quando eu falava o nome do lugar de onde eu vinha, Taquara Verde. Senti-me mal nas primeiras semanas, até a professora de português apresentar a todos da turma a maior nota na primeira avaliação da disciplina das três turmas de primeiro ano, a minha. Suspirei aliviada e conquistei meu espaço na nova escola. Pena que com relação às leituras desse período da minha vida, tenho uma vaga lembrança do único livro que li durante todo o ensino médio, Dona Guidinha do Poço. Acabei deixando as leituras um tanto quanto que abandonadas. Talvez, eu mesma seja a culpada por esse abandono, porém minhas professoras não estimularam a leitura. Isso também é fator importante para a formação ou não de alunos leitores.

Chegando ao fim de mais uma etapa, veio o vestibular, início de outra. Meu sonho: ser jornalista. Mas como? A única universidade presente no município não ofertava esse curso, aliás, continua não ofertando. Então, o curso de Letras foi minha opção, consequência do gosto pela escrita e leitura. Foi isso. E quantas leituras... Memórias de um Sargento de Milícias, Macunaíma, Casa de Pensão, O Cortiço, A Hora da Estrela, Geração do Deserto, O Ateneu, A Normalista, Eurico o Presbítero, O Crime do Padre Amaro, A Escrava Isaura... E, a leitura que marcou meu ensino superior e que para mim é o melhor livro da literatura brasileira, Dom Casmurro.

Enfim, o sonho de minha avó, analfabeta, e minha mãe foi realizado. A formatura. A professora.

Hoje, como professora e leitora, leio artigos, livros relacionados à educação, revistas, jornais, gibis, livros infantis. É isso mesmo, livros infantis. Leio para minha filha e ela para mim. Voltei aos bons tempos da pré-escola, quando antes de conhecer as letras eu viajava pelos lugares encantados, porém a minha professora, hoje, é a minha filha, que diferentemente de mim teve contado com o primeiro livro, Totó, aos nove meses de vida.

Parece que a história só está começando...


Liliane da Silva